quinta-feira, 12 de maio de 2016

#Shelf A probabilidade estatística do amor à primeira vista - Jennifer E. Smith















Título: A probabilidade estatística
do amor à primeira vista
Autora: Jennifer E. Smith 
Editora: Galera record
Hearts: ❤❤❤❤

Pense num livro amorzinho. Agora pense num livro amorzinho que coloca o romance em segundo plano e explora relações familiares de uma forma linda, delicada e emotiva. É exatamente isso o que acontece em A Probabilidade estatística do amor à primeira vista. Virei a noite sem perceber devorando essa esse livrinho delicioso e emocionante.

Hadley tem 16 anos, é filha de pais separados e está preocupantemente atrasada para pegar o vôo que a levaria para o seu maior pesadelo - o casamento de seu pai, que ela não vê e nem se relaciona direito há um ano. Os pais de Hadley se separaram gradativamente: Num dia seu pai aceitou uma proposta de emprego na Inglaterra e se mudou primeiro, para ajeitar as coisas para ela e sua mãe; no outra elas não só não se mudariam para a Inglaterra como seu pai também não voltaria mais para casa, pois estava namorando outra mulher.

"O amor é a coisa mais estranha e sem lógica do mundo."

Jennifer E. Smith não nos conta exatamente como e quanto tudo aconteceu, mas trata o assunto de forma muito delicada e expõe o sofrimento de todos os envolvidos: De Hadley por ver a família se desfazendo, de sua mãe por ter sido abandonada pelo marido e do pai de Hadley ao descobrir que não amava mais sua esposa como antes. O livro se passa na véspera e durante o casamento do pai de Hadley, então os sentimentos de todos estão bem à flor da pele, os de Hadley principalmente. na cabeça da moça o casamento é o ponto final de toda a sua história com seu pai, que decidiu em tão pouco tempo viver a vida com uma mulher que Hadley nem mesmo conhece.

"Se um entendimento é verdadeiro, não precisa ficar mostrando para os outros. Tudo devia ser mais simples e ter um significado de verdade."

É nesse misto de emoções que todos os pequenos atrasos a longo do dia fazem com que Hadley perca o vôo e encontre Oliver, um rapaz britânico que estuda nos EUA, mas está voltando para a Inglaterra para um evento de família. Oliver também tem seus dramas familiares e graças a uma forcinha do destino, tem a chance de partilhar seus pensamentos, medos, frustrações e desejos com Hadley que está alocada ao lado de sua poltrona no voo seguinte. É nesse espaço de tempo, até o avião pousar (e até um pouquinho depois também :x), que Oliver e Hadley se conhecem e se encantam lentamente um pelo outro. É ali que eles descobrem a tal probabilidade estatística do amor à primeira vista.

"- Você tem namorada?
Oliver fica encabulado e o sorriso que dá ao abaixar a cabeça é tão enigmático que irrita; é um sorriso com duas possibilidades, pensa Hadley.[...] Depois de um tempo, ele balança a cabeça:
- Não.
Hadley sente como se uma porta tivesse se aberto, mas não sabe muito bem como proceder.
- Por que não?
Ele encolhe os ombros.
- Não conheci ninguém com quem queria passar os próximos 52 anos,acho."

Juro que não queria, mas eu chorei repetidas vezes ao longo do livro. Acho que o que mexeu tanto comigo não foi exatamente a delicadeza do romance, mas a carga emocional do relacionamento da Hadley com os pais. Com o pai principalmente. Também sou filha de pais separados, então ler os sentimentos da Hadley pra mim foi como abrir uma gaveta de memórias que eu não vasculhava há algum tempo. O engraçado é que apesar do peso emocional o livro é tão fluido e levinho, sabe? Fácil e deliciosíssimo de ler. Só parei de ler quando quando cheguei à última página .


"Quando você chega ao final dos 52 anos, parece que foram apenas 52 minutos. Da mesma maneira que quando você é jovem e está apaixonado, sete horas num avião pode parecer uma eternidade."

quinta-feira, 5 de maio de 2016

#Lifestyle - Alok dos desenhos 2

Adivinha só quem precisa começar a escrever a monografia.
Adivinha só que tá desenhando as amigas invés disso.
Isso mesmo, eeeeeu!!! 

Essa semana desenhei só a Ju e a Gaabs, mas juro que semana que vem tem mais (Amanda, Francis, essa indireta é pra vocês :p).

Espero que gostem, migas! <3



Eu e quem? <3 Gabriela (Montez) Oliveira real oficial, do Me Thunderstorms

Jujubinha <3 Melhor bailarina e modelete


segunda-feira, 2 de maio de 2016

#Shelf - O destino da número dez - Pitaccus Lore



Título: O destino da Número Dez
Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Hearts: ❤❤❤❤❤

Só tenho uma coisa pra dizer antes de começar essa resenha: ABAIXA QUE É TIRO!

O destino da número dez é o quinto livro da saga Os legados de Lorien e vem para nos mostrar o desenrolar da tão temida invasão mogadoriana no planeta Terra. No fim do último livro, os heróis lorienos haviam se separado em dois grupos: O primeiro (Nove, Sam e John) com a missão de desmascarar os planos de Setrákus Rá e dos Líderes Terráqueos PróMog na ONU e o segundo grupo (Marina, Adam e Seis) com a missão de levar os tesouros das Arcas até o Santuário lorieno no México. Os dois grupos obtiveram sucesso e o livro terminou com um bônus que me deixou passada. Ao oferecerem os tesouros das Arcas no Santuário, a Entidade Loriena despertou e cedeu poderes a alguns humanos. A Garde não está mais sozinha nessa guerra, agora eles têm reforço.

"A Número Um foi capturada na Malásia.
A Número Dois, na Inglaterra.
O Número Três, no Quênia.
E o Número Oito, na Flórida.
Eu sou a Número Seis.
Mas Nossos números não têm mais importância.
Agora não somos mais os únicos com Legados."

A narrativa dos fatos é dividida entre John, Seis e posteriormente Ella. Enquanto John, juntamente com Sam, tenta controlar a invasão mogadoriana em Nova Iorque e encontrar Nove, que sumiu logo após o bombardeio na ONU. A Número Seis, junto com Marina e Adam, tenta bolar uma estratégia para impedir que Setrakus Rá invada o Santuário Lórico que abriga a Entidade no México, uma vez que estão presos no Santuário e não conseguem voltar para NY. Ao contrário do ocorrido em Lorien, Setrákus Rá não está matando todos os humanos que vê pela frente, é notório o desejo de controlar a Terra e os seres que nela vivem, e não de exterminar toda a espécie humana. É com essa vantagem que a Garde tenta trabalhar para se reunir e enfrentar o vilão Setrákus Rá, ainda mais agora que existem humanos com legados.

"Nunca antes a expressão 'Lute como se não houvesse amanhã' fez tanto sentido."

Um coisa que percebi desde o início é que esse foi feito para ser um livro de passagem. Nada excepcionalmente interessante acontece, mas todo o desenrolar para o fim da história é contado aqui. É nesse livro que surge Daniella, uma menina da periferia de NY que desenvolve poderes de Garde após o despertar da Entidade. É nesse livro que Cinco se arrepende de ter traído a causa Loriena (Recomendo a leitura dos Arquivos perdidos relacionados ao Cinco, para entender um pouco melhor a história dele). É nesse livro também de Ella, apesar de todo o sofrimento a ela infringido por seu avô à bordo da Anúbis, se desenvolve como uma guerreira e BRILHA. Não é segredo que sou apaixonada por Ella, mas ver o desenvolvimento de seus poderes junto com a Entidade é sensacional e só mostra que apesar de não fazer parte dos Nove, sua existência faz todo o sentido. Outra personagem que cresceu muito e me deu um baita orgulho foi a Sarah. Vê-la guerreando ao lado de Seis, Marina e Adam não tem preço.

O ponto alto da história, creio eu, está mais pro fim do livro onde a Entidade conta a história de Setrákus Rá. Já li quase todos os arquivos perdidos, mas só agora, só aqui nesse livro que a história desse homem começa a fazer sentido. A história dos outros Anciãos de Lorien antes da destruição também é contada em O Destino da Número Dez. Não vou dizer que amei cem por cento, mas preciso dizer que a história bolada ficou muito bem amarrada e faz todo sentido. Apesar de ser um livro de passagem, os autores conseguiram superar o fim do livro anterior com toda a certeza. O Destino da Número Dez é um livro cheio de surpresas maravilhosas e esclarecimentos, mas eu mal posso esperar pelo próximo para saber o desfecho dessa história. Leitura muito mais que recomendada. MANDA MAIS, QUE TÁ POUCO!