quinta-feira, 30 de maio de 2013

#Shelf - Apaixonada por palavras - Paula Pimenta


Título: Apaixonada por palavras
Título Original: Apaixonada por palavras
Autor: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Hearts: ♥♥♥♥

Sinopse: 
Nos romances das séries “Fazendo meu filme” e “Minha vida fora de série”, Paula Pimenta conta a história de seus personagens. Já as 55 crônicas de “Apaixonada por palavras” contam o próprio dia a dia da autora. Aqui a protagonista é a Paula. Aqui é o destino dela que conta e que se conta. Aqui nos identificamos com ela e torcemos por ela. Aqui nos apaixonamos não por um personagem inventado, mas por uma pessoa de carne, osso, alma e, claro, palavras. (parte da orelha do livro, por Eduardo Loureiro Jr. - Editor do Crônica do Dia).

Apaixonante ainda é pouco para descrever o livro Apaixonada por palavras, da Paula Pimenta. Aliás, nenhum adjetivo daria conta de descrever qualquer livro da Paula, pois são todos incríveis. Depois de muito namorar o APP e de quase terminar de lê-lo ainda na livraria, resolvi tomar vergonha na cara e ler cada palavrinha escrita pela mais que apaixonante Paula Pimenta. Nem preciso dizer que não me arrependi. Não mesmo.

“Odeio cantadas. Flores não me seduzem. Chocolates então, nem pensar. O que me comove são palavras.”

Antes de ser a Paula-Pimenta-super- escritora-de-livros-incríveis  que nós conhecemos, Paula cursou jornalismo, mas acabou por se bandear para a publicidade quando percebeu que a imparcialidade não era o seu forte (assim como eu). Fugindo da seriedade jornalística, Paula buscou refúgio nas crônicas, e é aí que o Apaixonada por palavras, como conhecemos, tem início.

"Espero ansiosamente pela velhice. Essa é a única fase em que a inteligência e mais valorizada que a beleza."

O livro é, na verdade, uma seleção de crônicas da Paula que costumavam sair no Crônica do Dia. Agora, estas crônicas estão reunidas em um único livro tão doce quanto a capa. E por falar em capa, que capa mais linda! Aliás, toda a diagramação é linda demais. Fiquei encantada e irreversivelmente apaixonada por vermelho.

"Percebi que posso mudar pra onde for, exterior ou interior, mas o difícil mesmo é mudar o coração.

Por ser um livro de crônicas, é meio difícil resenhá-lo, já que as cônicas são bem independentes umas das outras. Mas em suma, os capítulos nos dão um leve vislumbre da vida da Paula em forma de crônicas: relacionamentos, amizades, faculdade, viagens, gostos, desgostos, pensamentos em geral. O mais legal de tudo é que as crônicas estão em ordem de publicação, o que nos dá a impressão de acompanhar o passo a passo da Paula e a evolução de sua escrita, inclusive o nascimento de FMF *o*.

"[...] Talvez por isso ela tenha aparecido no meu sonho. Uma espécie de sinal pra me mostrar que a vida não precisa ser tão complicada. Basta a gente dançar a nossa própria música e sorrir. Depois, é só agradecer. E o mundo se encarregará de mandar moedas e bater palmas."

 Minhas favoritas são: Regresso da ilusão, Gorducha, baixinha e dentuça, Apaixonada por palavras, Marte e Vênus, Platônica crônica, O sinal da menininha, Velhice, Casa, Tempo de volta, Carta a um futuro namorado, Bem guardado, 21A... ok, listei praticamente todas as crônicas, mas é só porque são realmente boas. Foi uma delícia ler cada uma delas, fechar o livro, apoiá-lo no peito, recapitular cada palavra e me perceber, de quando em vez, refletida em cada uma das linhas. Como a própria Paula escreveu ‘É indescritível a sensação de ler um texto e me identificar totalmente com as palavras do autor’ e essa é a mais pura verdade. Declaro-me a cada dia mais apaixonada pela Paula, por sua escrita, por suas palavras e é com muita paixão que recomendo Apaixonada por palavras.

"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. - Martha Medeiros"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vitrola #3 - She & Him all 60's

Quem ainda não conhece a She & Him?
Bem, devo confessar que nem eu mesma conhecia bem a banda. Tudo o que eu sabia se resumia às poucas músicas presentes na trilha sonora de 500 das com ela, o que é um absurdo, já que a banda já está em seu quarto CD (:O).



Isso mesmo! Zooey Deschanel e M. Ward lançaram seu quarto álbum, intitulado Volume 3 (o terceiro se chama A very She & Him christmas), no início de maio e bem, junto com o CD novo veio uma surpresa muito feliz: Zooey decidiu dirigir o single 'I could've been your girl''. Pra variar, o clipe está uma fofurice só.

Inspirada nos musicais dos anos 60, Zooey nos mostra - mais uma vez - todas as suas habilidades como dançarina. Dá vontade de guardá-la numa caixinha de músicas e deixar ela dançando ali em loop eterno, junto com esse refrão naaaada chiclete, que aliás, é uma delícia. Rsrsrs!



It doesn't matter, if I were willing
It doesn't matter that the lights are tender love
Oh, oh. I know you have to go

It doesn't matter, I fought my heart
It's broken, shattered to a million and one
Undone, I guess I haven't won
Cause I could've been your girlAnd you could've been my four leaf clover
If I could do it over. I'd send you the pillow that I cry on.
It doesn't matter, I just begun
And if you see me, just move on
Cause we are free and never meant to be
Cause I could've been your girl
And you could've been my four leaf clover
If I could do it over. I'd send you the pillow that I cry on.

Cause I could've been your girl
And you could've been my four leaf clover
If I could do it over. I'd send you the pillow that I cry on.
Cause I could've been your girl
And you could've been my four leaf clover
If I could do it over. I'd send you the pillow that I cry on.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Cronices: Ecos no vácuo




Apesar de ser muito extrovertida, não gosto de falar em público. Não sou muito boa com palavras faladas, sempre me enrolo e falo coisas sem sentido. Fico nervosa, perco a linha de raciocínio, começo a suar, me dá branco. Também não gosto de telefonemas, prefiro as mensagens. Acho mesmo que tenho uma trava é com a minha voz. No entanto, gosto de escrever. As palavras escritas me revelam, me mascaram. Não sei porquê ao certo, mas me sinto mais segura com caneta e papel na mão. Falar não é seguro, e mesmo que fosse, falar e ser ouvido são coisas bem diferentes.
Fotografando pela cidade por esses dias parei para prestar a atenção nos detalhes, procurando uma boa história; algo visual, que falasse por si, e no entanto escutei os gritos das pessoas sem voz. Afora os rabiscos comuns – mera demarcação de território - desenhos e frases de protesto decoram o Rio como um todo. A cidade histórica hoje urbanizada, abriga muita gente, mas nas parede percebemos que nem todos acharam o seu lugar no mundo.

Sujeira, falta de educação, desrespeito ao patrimônio público, chamem como quiser; também não acho correto, mas antes de recriminar decidi imaginar os rostos escondidos  por trás de tais palavras. Seu dia-a-dia, sua realidade, quem sabe até mesmo a sua dor... Percebi que eles não são assim tão diferentes de mim. Quem não é muito de falar, tende a escrever na tentativa de ser lido, ouvido, sentido, e às vezes, escrever é a única forma de manter a cabeça no lugar.

Não estou aqui dizendo que pichar é correto e nem estimulando rabiscos sem propósito na parede branca do vizinho, estou falando de um tipo específico de pichação: a escrita, a poética. As bravas palavras não ditas carregadas de desespero, que vagueiam pela cidade e não chegam a ouvido algum. As sinceras palavras, tratadas como feias cicatrizes nas paredes da história da 'civilização'. As frases que diferentemente do som, se propagam e ecoam no vácuo, sem rumo, sem destino, procurando quem as ouça. As palavras que mudariam o mundo, caso reverberassem pelos quatro cantos da terra, mas hoje, escolheram mudar o meu mundo, a minha visão, a minha lente, a minha mente.