segunda-feira, 29 de julho de 2013

Moviola #3 - Oz: Mágico e Poderoso

"Agora, vamos fazer mágica!"


Se você gosta de magia, aventura e, acima de tudo, é apaixonado por clássicos e releituras, entre agora mesmo em um balão e só pare quando estiver avistando a Terra de Oz. 


Título: Oz: Great an powerful
Título no Brasil: Oz: Mágico e poderoso
Diretor: Sam Raimi
Roteirista: Mitchell Kapner, David Lindsay-Abaire, L. Frank Baum
Cast: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams.
Hearts: ♥♥♥♥


Oscar Diggs (James Franco) é um ilusionista. Vive no Kansas e se apresenta em um circo como Oz: mágico e poderoso, e se me permitem trapaceiro e sedutor barato. Seu sonho é ser grandioso como Thomas Edison, inventar grandes coisas e ganhar notoriedade, mas enquanto isso não acontece, Oz ganha a vida fazendo espetáculos em feiras de atrações e causando algumas confusões envolvendo dinheiro, donzelas e corações partidos.

“Eu não quero ser um bom homem quero ser grandioso!”

Fugindo num balão de mais uma de suas confusões, Oscar é levado por um furacão à Terra de Oz, um lugar mágico e encantado, totalmente diferente do Kansas, e é ao aterrissar em Oz que Oscar conhece a bruxa Theodora (Mila Kunis), uma bela mulher que ele de maneira nenhuma poderia deixar passar, e só para variar, Oz ilude a pobre Bruxa. Acontece que para Theodora e para todo o povo de Oz, Oscar é o tão grande e esperado Mágico de Oz, o homem que enfim cumpriria a profecia que dizia que um feiticeiro chegaria a Oz e libertaria o povo das garras da bruxa má e se tornaria rei, governando Oz para tempos de paz. Mas como nós sabemos, Oz não passa de um trapaceiro, por isso Evanora (Rachel Weisz), irmã de Theodora, o  incumbe da missão de roubar a varinha da Bruxa má, pois fazendo isso ela morrerá e Oz finalmente provará que é o mágico.

“A oportunidade aparece quando se menos espera minha cara!”

Oz segue seu caminho em busca da Bruxa má ao lado de Finley (Zack Braff), seu amigo/macaco voador/servo, e China girl (Joey King), a boneca de porcelana. Só que ao encontrarem a bruxa, Oz percebe que sua busca não passava de uma armadilha de Evanora, a verdadeira Bruxa má do Leste, para destruí-lo e destruir Glinda (Michelle Williams), a verdadeira Bruxa boa. Theodora, até então não sabia que sua irmã era a Bruxa má do leste. Percebendo que seu plano havia falhado, Evanora envenena sua Irmã contra Oz, afirmando que o mesmo se apaixonaria por Glinda. Tomada pelo ciúme e pela fúria, Theodora transforma-se na bruxa má do Oeste - isso mesmo, aquela verde de capa preta, a famosa Wicked Witch – e decide exterminar Glinda, Oz e quem mais entrar no seu caminho. É aí que a história começa de verdade.

“Se fizer com que acreditem vai ser mágico o bastante!”

O mágico de Oz, seja com Dorothy ou com o próprio Oz, é uma história de crescimento pessoal, e no filme não foi diferente. Oscar, pela primeira vez na vida, precisa parar de pensar em si mesmo e tentar fazer algo realmente notável por outras pessoas, pelo povo de Oz.  Oscar precisa virar o Grandee Poderoso Mágico de Oz para ajudar o povo a vencer as Bruxas más, e para que tudo dê certo, senhoras e senhores, Oscar precisa bolar o maior e melhor espetáculo de sua vida, sem magia, sem armas, apenas com seus truques de ilusionismo, um pouco de ciência e a ajuda de sua platéia.

“Quando você acredita qualquer coisa é possível!”

Sei que o nível de spoilers foi máster, mas não consegui contar a história de outra maneira. O filme possui muitos detalhes,e  apesar de ser extenso (2 horas de filme *o*), é um filme muito corrido, por isso e necessário se ligar nos detalhes. Outra coisa legal que percebi que os personagens que Oscar conhece em Oz e que o ajudam em sua jornada para se tornar um homem melhor, são representações de personagens que ele conheceu no Kansas. Achei isso fantástico. Utro ponto legal é que Oz: Mágico e poderoso é uma espécie de Spin off de O Mágico de Oz, ou seja, nada de Dorothy, nem leão, nem homem de lada... no entanto, tem uma galera que sabe bem com fazer espantalhos. ;p

Achei o filme divertidíssimo e encantador. Os efeitos foram maravilhosos e os atores estavam impecáveis (Mila Kunis ♥). Minha única incerteza ainda é o James Franco... não sei se ele atuou mal ou se interpretou Oscar muito bem, já que o personagem é uma espécie de ator. Metalinguagem level máster. No mais, só posso dizer: Assistam! Minha única tristeza é não poder ter visto em 3D. Deve te sido simplesmente fantástico.

Agora se me permitem amar essa belezura que o carteiro acabou de entregar aqui em casa. <3



quinta-feira, 25 de julho de 2013

#Shelf - A mulher do viajante no tempo - Audrey Niffenegger

“Está escuro agora, e eu estou muito cansado. Te amo, sempre. O tempo não é nada.”

 Título: A mulher do viajante no tempo
Título Original: The time traveler's wife
Autor: Audrey Niffenegger
Editora: Objetiva
Hearts: ♥♥♥♥♥

 



Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.


Henry é um viajante do tempo. Não um cientista explorador da teoria da relatividade, nem um mágico que salta daqui e aparece ali. Henry possui uma doença genética de lapso temporal que não o permite controlar aonde vai, quando vai e muito menos o que pode levar. Ele está aqui e de repente não está mais, voltou ou avançou no tempo pra uma data qualquer, para presenciar como espectador um acontecimento passado ou futuro em sua própria vida, ou na vida de alguém que ama, amará ou já amou.
Como já disse, Henry não tem controle sobre o que leva. Ele pode estar de pijamas e ser cuspido no tempo no meio de uma grande nevasca, nu, sem nada para se proteger do frio. Pode também estar atravessando a rua e aparecer do nada sem roupas no meio de um museu, com fome e sendo obrigado a roubar para sobreviver. O porquê? Estresse, bebidas, desconforto ou o simples chuvisco da televisão. Tem cura? Ainda não. Não no seu presente. Não até conhecer Clare.

“Sinto muito. Se eu soubesse que você vinha, eu tinha arrumado melhor as coisas. A minha vida, digo, não só o meu apartamento.”

A história começa para Henry em 26 de outubro de 1991, quando ele conhece Clare no presente. Henry tem 28 anos e vive uma vida pra lá de desregrada, pessoal, financeira, temporal e romanticamente. A única área equilibrada de sua vida é a profissional, e com muitas ressalvas. Henry trabalha em uma biblioteca, a Newberry em Chicago, e é lá que os dois se conhecem, ou melhor, que Henry conhece Clare.

Clare encontra Henry pela primeira vez em 23 de setembro de 1977, ela com 6 anos, ele com 36. Isso acontece durante toda a infância e adolescência de Clare, até que ela cresça e finalmente se apaixone por Henry. Essas viagens que Henry orbitam a vida das pessoas que ele conhece ou ainda irá conhecer, e Clare se encaixa no segundo grupo de pessoas. Por isso, para o Henry de 28 anos, a Clare que ele conhece na Newberry é apenas uma desconhecida. Uma desconhecida que o conhece tão bem, a ponto de transformá-lo no homem que ela sempre conheceu, o homem que um dia ele será, porque no fundo, no fundo, tudo já aconteceu, e acontecerá de novo, e de novo, no espaço e no tempo.

“- Henry?
- Sim?
- Se você pudesse parar, agora... se pudesse não viajar mais no tempo, e não houvesse nenhuma consequência, você pararia?
- Se eu pudesse parar agora e ainda assim conhecer você?
- Você já me conheceu.
- Sim, eu pararia.”

A história é meio confusa no início, mas esse obstáculo é facilmente vencido quando passamos a prestar uma maior atenção nas datas e nas idades dos personagens. Henry não consegue viver uma vida normal, em ordem cronológica, por isso a história, de certa forma, segue o mesmo ritmo, não se atendo a ordem dos fatos.
Outro ponto interessante é que a história tem dupla narração. Podem ser dois Henrys viajando no tempo, ou um Henry do futuro e uma Clare do presente, dois Henrys e uma Clare do passado, não importa, a ordem dos fatores não altera a história, pois o que Henry tenta nos mostrar é que o que aconteceu - e o que ainda vai acontecer - não pode ser mudado, pois ele já viveu tudo isso. Henry é refém de sua doença e sua sentença é viver e rever os fatos mais dolorosos, e também os mais belos, de sua vida dos mais diversos ângulos. Clare também foi sentenciada no momento em que o conheceu, sua pena é esperar que ele volte. Sempre esperar.

“A voz baixa de Clare está em meu ouvido com freqüência.
Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo, e ela não pode vir atrás.”

Audrey Niffenegger conseguiu bolar uma trama incrível e apaixonante, e o que é melhor, muito bem amarrada. Gosto de histórias que envolvam o tempo e gosto de ver a desenvoltura dos autores para amarrar as pontas aparentemente soltas da história, e isso Audrey fez muito bem. Apesar de alguns exageros da parte da tradução, e alguns excessos de informação aqui e ali – por parte de Audrey -,a história ficou fantástica, de verdade, o livro vale muito a pena e é delicioso, ao mesmo tempo que é desesperador. Todos esses saltos no tempo, e o não saber o que acontece depois quase me mataram, mas vale a pena. A mulher do viajante no tempo é um daqueles livros que a gente fecha e suspira, e respira e pira por querer um pouquinho mais, por achar que o tempo é injusto e por entender que o amor é um verbo que não se conjuga no passado, mas sim em todos os tempos e a todo tempo.

“Há apenas uma página para escrever. Vou enchê-la com palavras de apenas uma sílaba. Eu amo. Eu amei. Eu amarei.” 

domingo, 21 de julho de 2013

Vitrola #8 - The first time we slow down the song in the USA cause the fire is catching o.O



E na última -  e mais desesperadora - semana do período, a realeza da Disney e a da Lionsgate resolveram me animar. Tudo começou no último dia 17, quando Demi Lovato e os Jonas Brothers resolveram lançar seus respectivos novos videoclipes. Achei os vídeos maravilhosos e sambei pela casa, já que não tinha notícias dos dois há algum tempo, ainda mais o mesmo dia. Por isso mesmo quando vi o clipe novo da Selena na sexta-feira eu achei que fosse morrer. Meus príncipes e princesas da Disney cresceram tanto em tão pouco tempo, que meu olhos mal podiam acreditar no que estavam vendo. Mas sentindo que eu ainda estava tristinha, o Universo resolveu me amar e liberou também o trailer oficial de Catching fire (Em Chamas), aí eu desandei a chorar de vez. QUATRO VIDEOS NOVOS NA MESMA SEMANA! Isso mesmo, senhoras e senhores. They are back! E com muita ousadia, alegria, adrenalina e sedução.

1. The Jonas Brothers - First time

"Such a thrill of a lifetime. What a night for a good time.
Let the beat be your life line. Make it feel like the first time."


Quem deu o start na brincadeira foram eles, os Jonas Brothers. Os meninos, que já não são tão meninos assim (homens, lindos, gostosos e seduzentes) invadiram Vegas for the first time e investiram no pop, o que já era de se esperar depois do lançamento de Pom Poms.
O clipe se passa em Sin City, e alterna entre um festa na piscina, cenas mais íntimas nas suítes do hotel e um tour pela cidade, com balada e tudo mais. As cenas ostentam maturidade, mostrando que os rapazes cresceram e mudaram de verdade. E por falar em crescer, que coisa mais linda as cenas com a Danielle! Isso sem contar as cenas sem camisa, na piscina, no quarto... Ai céus!
O single ilustra o mais novo álbum dos Jonas, intitulado "V" (Five), e que não tem previsão de lançamento, o que é um absurdo (conte nos autos), mas digamos que essa pequena prévia deixou um gostinho de quero mais, não?

2. Demi Lovato - Made in the U.S.A



"No matter what the people say, I know that we'll never break.
'Cause our love was made, made in the USA"



A segunda surpresa da semana veio com ares de romance. Depois de se banhar de petróleo com Heart attack, Demi resolveu apostar no por trás das câmeras e criar um clipe com roteiro romântico, mas onde o foco principal não é ela e sim um casal (Dustin Milligan e Aimee Teegarden) que se conhece num parque de diversões, e se apaixona, e ele vai para a guerra e as fãs choram, porque mesmo desejando que a Demi preenchesse cada um dos 4:45 minutos do clipe, o vídeo ficou lindo.

Demi e outra que cresceu num passe de mágicas diante de nossos olhos, e para inaugurar essa fase mais madura de sua vida, Demi decidiu co-dirigir Made in the USA, e fez um trabalho lindíssimo junto com Ryan Pollata. Você pode assistir ao behind the scenes aqui 'cau se our love was maaaaaaaaade, maaaaaaaaaaaade in the USAAAAAA. (Gente, berrar isso é muito libertador.)

3. Selena Gomez - Slow down


"I just wanna feel your body right next to mine.
All night long. Baby, slow down the song"



Ela chegou fazendo alarde com Come and get it, toda trabalhada na dança indana, cravejada de coreografias e barrigas de fora. E eu, inocente, achei que pararia por aí até que vi o tamanho da ousadia, ou melhor, do decote da moça. Sim! Selena lançou o clip de seu segundo single com riso frouxo, batom vermelho, barriga de fora, coreografia dançante, suor de balada e um decote que vai até a Patagônia. 

Slow down chegou pra abrir baladas e os olhos de quem ainda não tinha percebido que a Selenita cresceu, e cresceu demais. E pra quem falava que a moça não sabia ser sensual, é só esperar mais um pouquinho porque certamente a próxima música do CD vai se chamar Baba Baby!

4. Trailer oficial de Catching fire

"The fire is catching."



E foi assim depois desse trailer que dispensa comentários, que meu coração parou. Já perdi a conta de quantas vezes assisti, e de quantas vezes meu coração acelerou, e de quantas vezes tive vontade de chorar porque reconheci trechos dos livros em cada cena. A verba direcionada para a franquia aparentemente aumentou, já que os efeitos melhoraram bastante de Hunger Games pra cá.
Assim como no primeiro teaser, eles nos deram uma visão geral dos acontecimentos do filme. A diferença é que o primeiro focava as na revolução e no desejo de Snow de destruir a Katniss, já no segundo, temos um panorama interno da revolução, com enfoque no símbolo da luta, que é Katniss, e da Arena. Sim, os vitoriosos deram as caras, a Arena apareceu e o tordo... O tordo se revelou. Arrepiei só de ver o vestido da Kat se transformando em cinzas e a cara do Snow logo em seguida.
Per-fei-to! Tudo ficou perfeito. Mal posso esperar pelo o dia 15 de novembro. 15? mas não era 22? Sim. 22 para o mundo, mas para nós, tributos brasilas, o filme estréia com uma semana de antecedência, por motivos de: Somos lindos. Tem alguém ansioso aí? o/